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Zeredi / Journal

Zeredi

Não és apenas um perfil.

A versão de ti que encaixa numa situação não tem de te acompanhar em todas as outras. Uma reflexão sobre contexto, preferências e a liberdade de ser diferente.

Podes adorar um restaurante animado com amigos, mas preferir uma mesa tranquila quando vais rever alguém que não vês há anos. Podes viajar com o mínimo para trabalho, mas levar coisas completamente diferentes para uma semana em família.

Uma escolha não anula a outra. Simplesmente pertencem a situações diferentes.

No entanto, um perfil pede-nos frequentemente que comprimamos essas situações numa única resposta. Que tipo de viajante és? De que comida gostas? És sociável ou sossegado? Estas perguntas podem ser úteis. A dificuldade começa quando uma resposta se torna numa descrição permanente, levada para lugares onde já não faz sentido.

O contexto não é uma contradição

Ser diferente em cenários diferentes não significa necessariamente ser inconsistente. Às vezes, significa apenas estar atento.

Um quarto que funciona bem para uma viagem a solo pode não funcionar para quem viaja com uma criança. Uma refeição de que gostas pode não ser o que queres antes de um voo longo. Até a preferência mais comum pode depender da companhia, da hora, do propósito ou da energia que tens naquele dia.

Existe a tentação de resolver isto recolhendo mais informação, até que um sistema consiga prever cada variação. Mas saber mais não é o mesmo que compreender quando é que um detalhe é relevante.

Às vezes, a pergunta certa é mais simples: qual é a parte disto que importa aqui?

Ser útil não significa ser relevante em todo o lado

Imagina que estás a organizar uma estadia. A tua preferência por um quarto sossegado pode ajudar. O teu estilo preferido de reuniões de trabalho, provavelmente não.

Ambos podem ser verdadeiros sobre ti. Mas não precisam de andar sempre juntos.

Esta é uma das questões por trás do Zeredi: poderá a tecnologia abrir espaço para as diferentes facetas de uma pessoa, sem exigir que um único perfil fale por todas as situações?

Não se trata de criar ou manter outro "eu". Apenas de dar mais espaço ao que parece relevante, e menos pressão para explicar tudo de uma vez.

Dar lugar ao contexto não deve significar revelar mais sobre ti do que queres. O que escolhes expressar deve continuar a ser a tua escolha.

Deixar espaço para que a resposta mude

Existe outro limite em qualquer perfil: as pessoas continuam a viver depois de o preencherem.

Experimentas algo novo. Uma rotina muda. Uma preferência que antes parecia importante deixa de ser. Alguns detalhes são temporários, e outros nunca foram feitos para ser universais.

Uma ferramenta pessoal deve deixar espaço para esse movimento. Não deve tratar uma resposta antiga como tendo mais autoridade do que a pessoa que está a dar uma resposta nova.

Isto não significa que cada interação precise de um questionário. Significa resistir à ideia de que a melhor descrição de alguém é a mais completa e permanente.

Às vezes, a descrição mais útil é, deliberadamente, parcial.

Uma direção, não uma promessa final

Estas ideias guiam a experiência que estamos a construir. O Zeredi ainda está em desenvolvimento; este texto descreve uma intenção, não é uma promessa de que a app já compreenda as tuas circunstâncias.

A pergunta vem antes da funcionalidade: poderá a tecnologia pessoal abrir espaço para o contexto sem decidir esse contexto por ti?

Esse é um ponto de partida mais útil do que pedir a alguém que se torne um perfil organizado e linear.

Explora a experiência focada que estamos a construir com o Zeredi Lite.

Papel de parede para telemóvel: Não és apenas um perfil.

Um pequeno lembrete para levares contigo: não és apenas um perfil.

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